As comunidades, seus projetos e histórias

Turismo comunitário na Prainha do Canto Verde; Ceará.

No litoral do Ceará, essa comunidade vive ameaçada pela especulação imobiliária e pressão do turismo de massa. Sua gente, pescadores artesanais que buscam o alimento no mar por meio de jangadas, tem no turismo de base comunitária a aliança de união entre crianças, jovens, mulheres e homens. Com a proximidade da Copa do Mundo 2014, a pressão pelo turismo de massa aumenta. Com ele, a estranha face do turismo sexual, preocupação de pais e mães da Prainha do Canto Verde. Com o apoio do Fundo Casa, a comunidade prevê a criação de histórias em programas de rádio voltados para adolescentes.

Pico do Santa Marta: memória, cultura e conservação ambiental; Rio de Janeiro.

Resgatar e contar a história do Pico do Morro de Santa Marta, no Rio de Janeiro, no momento em que essa área,  a mais antiga do morro, sofre ameaça de remoção de 150 famílias, inclusive do morador mais antigo da comunidade, seu Manoel Isidoro. As remoções visam incrementar o turismo do Mirante de Santa Marta, próximo ao Pico do Morro de Santa Marta, diante da realização da Copa do Mundo.

Vila Autódromo e Arroio Pavuna: Lutas e Resistências; Rio de Janeiro.

Essas duas comunidades da cidade do Rio de Janeiro, que atuam no Subcomitê da Bacia do Sistema Lagunar de Jacarepaguá, estão procurando soluções para melhorar sua qualidade ambiental. O projeto fortalece na medida que possibilita contar histórias da formação das comunidades, de seus moradores e a da vida às margens da lagoa de Jacarepaguá, divulgando suas lutas perante às novas ameaças relacionadas a realização da Copa do Mundo 2014.

Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS), Brasília.

O Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS), de Brasília, irá produzir um documento que consolide as informações sobre a realidade brasileira face à Copa do Mundo 2014. Será um levantamento dos principais impactos ambientais advindos das obras e mobilizações em prol da realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Associação Alternativa Terrazul, Brasília.

Realização de reunião em Brasília com entidades socioambientais articuladas pelo FBOMS (Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento) com o objetivo de analisar impactos ambientais relevantes gerados pela infraestrutura da Copa do mundo. A ação, uma iniciativa da Associação Alternativa Terrazul, irá gerar um documento sobre o que está acontecendo no Brasil por conta da Copa do Mundo 2014. Documento é história.

Turismo Caiçara em Trindade; RJ

A cidade de Paraty é um dos pontos turísticos mais  procurados por estrangeiros no litoral sul do Rio de Janeiro. Muitas de suas comunidades são de pescadores artesanais. Este projeto visa contribuir com a organização e o fortalecimento comunitário da Associação de Barqueiros e Pequenos Pescadores de Trindade (local que é um dos pontos mais acessíveis buscados por turistas na cidade de Paraty), capacitando e estimulando para a gestão da organização e do turismo de base comunitária. Visa implantar o Roteiro de Turismo de Base Comunitária e contribuir para a formalização do passeio de barco na Baia do Caixa D’Áço inserido na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, próximo ao Parque Nacional da Serra da Bocaina para o receptivo de turistas na Copa em 2014.

A cultura dos indígenas Umutina, em Cuiabá, no caminho da Copa do Mundo 2014

Como prepara-se para um mega evento? O Instituto Caracol, em Cuiabá, está desenvolvendo um estudo de caso na Escola de Educação Indígena Jula Paré da T. I. Umutina para proporcionar uma análise participativa de seu contexto sociocultural. Espera-se assim desenvolver um processo formativo na escola para, em um segundo momento, consolidar um coletivo de comunicação indígena com estudantes dessa escola.

Natal é a Cidade do Sol, mas será que é a cidade da Copa?

O comitê Popular da Copa de Natal irá denunciar as violações dos direitos humanos, em especial o Direito à Cidade e o Direito Ambiental, considerando que Natal possui uma área de 1124 km2 de Mata Atlântica, inserido no chamado Parque das Dunas, que está ameaçada pelas obras da Copa. 

Diafragma do Mangue! Por Ação Comunitária Caranguejo Uçá, Recife.

Ilha de Deus é o nome de uma comunidade do bairro da Imbiribeira, no Recife, localizada em um território pesqueiro encravado numa das mais cobiçadas regiões da cidade. A vida simples, cujo sustento vem dos manguezais, tornou-se  encontra-se sob ameaça. Quais as transformações urbanas e ambientais que afetam esse pequeno e importante território? Como a Copa do Mundo 2014 vem transformando a rotina desse lugar que é símbolo da própria história do Recife? Eis as perguntas que serão respondidas em uma série fotográfica.

 Gol Contra, Recife.

Quem são as pessoas, o que elas pensam e como se sentem ao serem removidas de suas casas que contam suas narrativas de vida? Por onde recomeçar a vida quando a cidade já não é mais a mesma ? Um vídeo produzido pela Plataforma Copa Favela 2014, no Recife, traz testemunhos daqueles que estão vendo passar em suas portas as transformações urbanas causadas pela construção da Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, em Pernambuco.

Plano de mobilidade urbana da Copa Pantanal em documentário, Cuiabá.

Quais os pontos críticos dos impactos socioambientais de obras do plano de mobilidade urbana da Copa Pantanal? Um documentário, produzido pelo Instituto Cidade Amiga, de Cuiabá, irá narrar essa história, para que fique registrada e guardada no tempo. Produzindo um documentário com informações obtidas a partir desse levantamento.

Viela G Casa 3, São Paulo.

A história de uma família, de uma casa, de uma árvore. E, nessa história, o símbolo de toda uma comunidade, removida para dar passagem a Linha Ouro do trem, em São Paulo.  Um documentário, produzido pelo ID, irá registrar memórias de moradores da Viela G, removida para implantação do plano de mobilidade urbana. O objetivo é conscientizar a população e as gestões governamentais sobre a importância de maior transparência e planejamento nas reformas públicas de infraestrutura urbana para realização da Copa 2014.

Comitê Popular da Copa de Porto Alegre

Registros em audiovisual e fotografia sobre as histórias de comunidades periféricas da zona sul de Porto Alegre que estão sofrendo os impactos das obras da Copa do Mundo, e sendo vítimas de violação de direitos humanos. Trata-se de uma área com grande irregularidade fundiária e muita área verde, que se encontra dentro do limite das zonas de exceção exigida pela FIFA. Possui 72 hectares com grande área de mata nativa e um dos únicos redutos urbanos que ainda conserva o bioma pampa. Um morro cuja biodiversidade se mantém preservada graças às comunidades que lá residem.

Comitê Popular da Copa Bahia

O Comitê Popular da Copa da Bahia quer se comunicar. A intenção é ampliar as ações de denúncias das violações de Direitos Humanos, do Direito à Cidade e os impactos ambientais negativos promovidos direto ou indiretamente pelos megaeventos esportivos na cidade do Salvador.  Vamos ouvi-lo.

“LVC unida, jamais será removida”; Fortaleza.

A luta vitoriosa da comunidade Lauro Vieira Chaves, em Fortaleza, deve ser contada. E assim inspirar outras organizações populares na luta pela garantia de direitos humanos e mobilização popular em prol de melhorias na qualidade de vida coletiva nas cidades. A história narrada pretende mostrar como os moradores, personagens dessa narrativa, conseguiram alcançar suas reivindicações abordando também a relação pessoal entre eles próprios e com lugar que construíram e, nele, imprimiram vida.

Zona Rural de Porto Alegre: Um território em disputa

Porto Alegre possui cerca de um terço de seu território formado por áreas rurais e naturais, que formam um cinturão verde para a área urbana. Desde o ano 2000, boa parte dessa região passou a ser considerada área urbana. A  especulação imobiliária alterou completamente a paisagem e, em consequência, a cultura local. As obras da Copa 2014 potencializam esse processo. Vias são duplicadas sem corredor de ônibus, visando somente a valorização dos novos e grandes condomínios de luxo. Além disso, zonas especiais de interesse social são cravadas em áreas de preservação permanentes, com deficiente estrutura de saúde, educação, transporte e principalmente de emprego. É esse o lugar reservado para aqueles que estão sendo removidos para implantação da infraestrutura da Copa. O Instituto Econsciência, de Porto Alegre , quer documentar em um vídeo este fragmento da história.

 

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